Fazendo jus

19 01 2009

Caros, hoje venho para falar sobre um dueto francês que meu grande amigo Nove me apresentou há um certo tempo, mas apenas agora pude perceber a notoriedade de sua música.

Eis uma bela imagem!

Estou falando de AIR. Não gente, isso não é AR em inglês. É uma sigla!Amour, Imagination, Rêve, que traduzindo para o nosso honorável português seria ‘Amor, Imaginação, Sonho’. E por isso o post de hoje tem esse nome: esse dueto soube muito bem escolher o nome. Ao contrário das duplas sertanejas aqui no Brasil. Bom, vamos voltar à parte boa da coisa.

O dueto é composto por Nicolas Godin e Jean-Benoit Dunckel. O primeiro deles é formado em Arquitetura pela Escola Superior de Versailles e o segundo é matemático.
Acho que os dois caberiam muito bem no post sobre NERDS.
Bom, a base do trabalho dos caras é a música eletrônica, com muitos sintetizadores, efeitos. Uma instrumentação exemplar que acredito ser culpa deles, pois em todos os anos – formando um range de 1 década – as músicas são assim. E as composições nos mostram o porque da sigla: nos mostram aquele amor que perde fiéis com o tempo, um mundo de imaginação que o mundo não nos deixa imaginar e uma sensação como a dos melhores sonhos que você gostaria de se lembrar.

Como sugestões, deixo algumas, mas sugiro fazer um apanhado geral sobre a banda.

  • 10 000 Hz Legend [2001]
    • Sex Born Poison
  • Moon Safari [1998]
    • La Femme d’Argent
    • All I Need
    • Ce Matin La
    • Le Voyage de Penelope
  • Talkie Walkie [2004]
    • Cherry Blossom Girl
    • Venus
  • The Virgin Suicides [2000]
    • Playground Love
    • High School Lovers

Bom, pra se ter uma melhor noção sobre a qualidade do duo, eles participaram da trilha sonora de vários animes e alguns filmes e também rolou um show no Montreux Jazz Festival. Até aonde sei, isso não é pra qualquer um!

Para quem quiser baixar, encontrei esse link que é de um fã de AIR. Não me pareceu um tanto imparcial, mas é uma segunda opinião, e isso é sempre bom! E lá tem imagens e links para download dos álbuns (não testei se funcionam!)

Aí está a sugestão!!





Tempo

17 01 2009

Bom, o post de hoje vem por culpa de Érica Alonso. Uma vocalista aqui de Jaú que possui uma voz muito agradável! Digamos que seja uma massagem aos nosso sofridos tímpanos (graças à Tati Quebra barraco).

Bom, estive hoje em um bar daqui, chamdo Santo Bar. Um lugar – na minha opinião – extremamente receptivo. Uma decoração interessante, um pessoal  receptivo (no bar), um som legal, entre outros fatores.

Lá, tive o prazer de ouvir esta vocalista, érica Alonso, cantando uma música do Pato-Fu que há muito não ouvia: Sobre o Tempo. Então pensei comigo mesmo “maldito tempo, que nos tira tudo que é bom na nossa curta existência!”. E então pensei em como esse tema já foi tratado em músicas. Ninguém melhor que os (verdadeiros) compositores de música para expressar nossa insatisfação com esse elemento chamado Tempo.

Essa música do Pato-Fu – que acredito ser uma das mais felizes contruções do grupo – expressa de forma única a insatisfação daqueles de jovem alma com relação ao tempo…

Tempo amigo, seja legal! Conto contigo pela madrugada, só me derrube no final!

Não me recordo de ouvir algo mais jovial que essa frase nos meus meros 24 anos de existência! E olha que é quase um quarto de século.

Então pensei em músicas que nos trazem esse sentimento de nostalgia. Me lembrei de Esta Tarde, dos Paralamas do Sucesso…

Há alguma invenção que faça o tempo parar esta tarde?

Quem nunca esteve aos braços de uma londa morena e pensou EXATAMENTE nesse refrão? Acredito que poucos! Ou ainda, conforme afirmou Biquini Cavadão

Amigos. Um mês sem ver seus grandes amigos. Seu amigos de infância, que brincavam com você durante os melhores dias de sua vida. Os Smashing Pumpkins fizeram o que considero um hino dobre os tempos que passávamos com nossos amigos.

E os mais velhos, acredito que todo ao ouvirem Taíde e Dj Hum (Sr Tempo Bom) devem sentir uma certa nostalgia de sua juventude. Eu mesmo, que não vivi isso, sinto essa nostalgia…

Mas ninguém melhor que Cazuza para falar sobre o tempo de nossas vidas. Acho que ele foi quem teve uma melhor noção da duração de uma vida, do tempo de uma vida…

O tempo não pára!!





Nova psicodelia

9 01 2009

Me intruso aqui nesse meio musical com raizes em campinas para dizer sobre música maluca; experimentalismo, vanguarda e sons alternativos; um som muito bom, bem tocado, com músicos da porra que misturam sua sabedoria musical com elementos que proveem a mais louca das viagens musicais atuais.

A primeira banda que cabe nessas características é Animal Collective; a amostra grátis é de Chocolate girl do álbum Spirit They’re Gone Spirit They’ve Vanished.

Spirit They're Gone Spirit They've Vanished

Spirit They're Gone Spirit They've Vanished

  • Spirit They’ve Vanished
  • April and the Phantom
  • Penny Dreadfuls
  • Chocolate Girl
  • Everyone Whistling
  • La Rapet
  • Bat You’ll Fly
  • Someday I’ll Grow to Be as Tall as the Giant
  • Alvin Row

Após essa animalesca experiência vos apresento of Montreal; o som mais ‘feliz’ por essas bandas.

De Athens, Geórgia, Tio San, a banda é de 97 e tem os discos mais coloridos do mundo. Aqui, Gronlandic Edit, de “Hissing Fauna, Are You The Destroyer?”

Hissing Fauna, Are You The Destroyer?

Hissing Fauna, Are You The Destroyer?

  • Suffer for Fashion
  • Sink the Seine
  • Cato as a Pun
  • Heimdalsgate Like a Promethean Curse
  • Gronlandic Edit
  • A Sentence of Sorts in Kongsvinger
  • The Past is a Grotesque Animal
  • Bunny Ain’t No Kind of Rider
  • Faberge Falls for Shuggie
  • Labyrinthian Pomp
  • She’s a Rejecter
  • We Were Born the Mutants Again With Leafling

A terceira e última banda da vanguarda psicodélica é uma mistura de folk com experimentalismo; recomendo demais.

Akron/Family foi formada em Nova York (2002) e lançou seu primeiro auto-intitulado disco em 2005. Fazem parte do movimento New Weird America – composto por bandas de folk psicodélico, experimentalismo e improvisações – que ganhou força nessa década e é influenciado especialmente pelo folk americano do fim dos anos 60/início de 70 (Old Weird America)… Last.fm

Vídeo de wake e mais uma musica em uma ‘jam’

Akron/Family

Akron/Family

  • Before and Again
  • Suchness
  • Part of Corey
  • Italy
  • I’ll Be on the Water
  • Running, Returning
  • Afford
  • Interlude: Ak Ak Was the Boat They Sailed in On
  • Sorrow Boy
  • Shoes
  • Lumen
  • How do I Know
  • Franny/You’re Human
  • [untitled]

Bom…é isso; façam bom proveito e se se interessarem mais, eis um blog de um amigo meu que tem vários desses cds e cositas mais:  http://www.opachuco.blogspot.com/





Sábado a noite…

3 01 2009

Fato: Todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite.

Bom, com você – fiel leitor – não poderia ser diferente. Então vou escrever algo sobre músicas para noites de sábado. Mas não, aqui procuramos sempre acrescentar alguma coisa à vida da pesoa, logo não falaremos sobre o que eu costumo de chamar carinhosamente de “kenga-music” e que lota as baladas da vida.

Para uma noite de sábado, onde todo mundo espera alguma coisa, devemos ter o glamour, as cores, o suíngue… sim, Jamiroquai!

Quem nunca viu esse Playmobil Índio com o pescoço quebrado?

Quem nunca viu em algum lugar um desenho de um carinha cabeçudo com chifres  e a cabeça tombada pro lado?
Jamiroquai é uma banda muito conhecida, mas que não é de se tocar muito. Acho isso muito curioso. Talvez esteja guardado no baú de músicas legais das pessoas. Porque quando se mostra Jamiroquai, todos sabem o que é. E conhecem alguma música.

Dizem que o nome é uma mistura do nome de uma tribo americana (Iroquois) com o ritmo Jam. Bom, o cara da letras pode falar melhor, mas seria mais ou menos assim:

Jam+Iroquois=Jamiroquai

Eu considero isso um som de sábado à noite por que tem uma levada muito animadora. Uns baixos muito interessantes, agitados. Guitarras dignas dos grooves da vida. E um vocalista que merece destaque.

Jason Kay – ak.a. J.K. – era filho de uma cantora de jazz quando era adolescente resolveu sair de casa. Bom, não no sentido de esperar alguma coisa no sábado a noite, mas sim de não querer mais voltar. Moral da história: teve problemas com a lei e quase morreu. Depois alguém fez a fita, mas quem pagou o pato foi ele, foi preso!
Como qualquer pessoa em sã consciência numa hora dessa, ele párou e pensou “véi, esse negócio não vai dar certo!”. Voltou p’ra casa, repensou a vida e fundou o Jamiroquai. Interessante, né?

Mas o cara canta absurdo, e dança mais ainda. Bom, uma coreografia vale mais que mil palavras, então observem.

… ou então…

Bomo, como destaques e sugestões para você que espera alguma coisa agora a noite, ainda posso citar:

  • Cosmic Girl
  • Space Cowboy
  • Runaway
  • Love Foolosophy
  • Virtual Insanity

Pra parar por aí, porque tem muito som arrumado.

Bom, é isso.





Piano

30 12 2008

Hoje eu decidi que não vou escrever nada. Só vou mostrar a vocês o tamanho do estrago que um piano faz.

Como diz uma fantástica amiga minha, “sinto uma ponta de inveja de quem sabe tocar piano”! Por quê? Veja a seguir…

Billy Corgan – If There Is a God

Aimee Mann – Wise Up

Donnie Darko OST – Mad World

Jon Brion – Peer Pressure

Por enquanto são esses. Se vocês tiverem sugestões, enviem. Atualizarei o post sempre que alguém me mostrar um estrago feito com um piano.





Em time que está ganhando não se mexe…

27 12 2008

Retomando o mote do blog eu queria fazer uma breve (vocês me conhecem e sabem que “breve” é só força de expressão) passagem sobre a grande diferença entre tradição e empreendedorismo. Algumas obras cinematográficas, ou mesmo simplesmente televisivas, são fortemente marcadas por suas trilhas sonoras contudo, por melhor que seja uma OST, não necessariamente ela vai ficar marcada na memória auditiva de alguém – assumo como memória auditiva aquele mecanismo de âncora que mencionei em algum post do passado, sobre ouvir algo e associar imediatamente a alguma outra memória, emoção ou sensação – entretanto algumas são tão marcantes que basta ouvir uma vez pra ter aquilo guardado para o resto de nossas vidas.

Um ótimo exercício para saber se uma trilha sonora é marcante ou não é o FlashPops do UOL. Assumo que muitos dos itens em questão são mais uma verificação da sua idade que um exercício de memória de fato, mas ainda assim é assaz divertido. Quem acertar o número 13 desse FlashPops ganha um doce (só eu acertei de todo mundo que eu conheço).

http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/fptv.shtml

Mas não importa o que digam, nenhuma trilha sonora é mais marcante que as sinfonias de John Willians para a saga de Goerge Lucas, Star Wars. Sempre, em qualquer lugar do mundo, se alguma pessoa ouvir qulquer trecho de qualquer composição do filme, evidentemente já tendo assistido ao filme, vai reconhecer. É inconfundível. A genialidade nas composições é tamanha que ao invés de inovar a cada produção das empresas de George Lucas, eles resolveram usar a mesma trilha para TUDO relacionado ao Universo Star Wars. Todos os longas, todos os desenho, todos curtas, todos os jogos. Então você me pergunta: “nossa, mas as pessoas não cansam de ouvir sempre as mesmas músicas?”

Bem eu digo que não, e digo o porque. Star Wars é uma saga do tipo “ame-a ou deixe-a”. Complexa e envolvente que cria todo um universo com história própria não limitada simplesmente aos seis filmes, assim como The Lord of The Rings, e apesar de sua complexidade de enredo, possui vários pontos que desafiam as próprias leis da física (LUZ emitindo SOM no VÁCUO = PAM, debugging physical memory THE BLUE SCREEN OF DEATH), sem mencionar pessoas duelando com espadas FEITAS de luz (alguem consegue explicar fisicamente os sabres de luz? Mais um doce pra quem conseguir) e mexendo coisas com o poder de bactérias microscópicas existentes em toda forma viva e não viva (Midichlorians, sim isso é A Força). Em suma, não é um filme para céticos (ou pessoas que não exercitam sua capacidade criativa). Para quem está disposto a relevar todas as críticas céticas, anti-semitas e discriminatórias de qualquer que seja a forma, o universo de Star Wars é algo tão fascinante que os fans entram nas estórias sempre desejando ser algum personagem chave no enredo e a trilha sonora simplesmente aguça os sentidos e aflora as emoções por um princípio básico: tem a música dos bonzinhos, tem a música dos mauzinhos, tem a música das cenas românticas, tem a música das cenas de ação. SÓ, quaisquer outras que apareçam são combinações lineares das anteriores, e mais de 70% da emoção transmitida em cada cena é responsabilidade da música tema da situação.

Agora eu pergunto, alguém lembra de cabeça da trilha sonora de Brave Heart, Superman, Ben Hur, Pirates of the Caribean, Lord of the Rings? Eu digo de cabeça agora, sem trapacear olhando no youtube. Pergunta retórica? Com essa são duas. Todos os filmes citados possuem trilhas sonoras fantásticas e marcantes, mas nenhuma delas se compara a de Star Wars, talvez a trilha sonora de Top Gun, mas não pela genialidade em representar as partes chaves das cenas, pela fixação que ela possui, é diferente. Todas essas trilhas tem um ponto em comum, foram criadas sob o foco do empreendedorismo, contudo poucas deixaram sua marca na história. Salvo por musicais, que DEPENDEM de sua trilha, O filme cuja OST é inconfundível e incomparável é Star Wars.

Somando tudo isso têm a resposta para a pergunta de antes “(…)as pessoas não cansam(…)as mesmas músicas?” mas eu esclareço quais quer possíveis dúvidas dizendo “não”. Quem gosta de Star Wars, gosta TAMBÉM por conta da trilha sonora.

É curioso observar também que trilhas orquestradas são sempre mais marcantes. Certas compoições clássicas, lembram, antes de sua grandeza como obra, desenhos ou filmes em que “estrelaram”. Exemplos?

Apocalypse Now – Ride of the Valkyries de Richard Wagner

Buggs Bunny – Hungarian Rhapsody de Franz Liszt (tem a versão de Tom & Jerry também, é só olhar nos vídeos relacionados)

A lista de peças clássicas que ficaram marcadas por suas aparições não ortodóxas é inesgotável, é só se esforçar um puquinho que sempre você lembra de mais uma (o clássico episódio do Buggs Bunny cantando trechos de Le Barbier de Séville). Viu? Nem precisei me esforçar muito.

Mas eis aqui a grande novidade. É tão sabido que clássico é clássico e vice-versa que pessoas que resolvem recriar suas peças clássicas favoritas nos moldes da modernidade se toranaram Superstars intantâneas com o advento do YouTube. Um dos vídeos mais vizualisados na web é a peça Canon de Johan Patchelbel, mas na versão do mais novo “coreano”-nerd-superstar, juro eu tenho medo desse cara…

Alem dos cássicos, temos também outros estilos que são bem marcantes por ondem quer que passem, os Rag de Scott Joplin por exemplo, como Maple Leaf e The Entertainer

The Entertainer

Maple Leaf

ou os imortais tangos de Astor Piazzolla

Punta Del Este (eu perdi a conta de em quantos lugares eu ouvi essa música, mas Twelve Monkeys é um filme que tem ela como tema e em um episódio dos Simpsons)

O que essas trilhas tão distintas têm em comum? Todas foram aproveitadas da tradição já existente. No fim das contas o sucesso de uma associação entre música e imagem se dá justamente na inversão dos valores de empreendedorismo e tradição. É aqui que a tradição é muito mais uma jogada de marketing, ousada e inovadora, do que a originalidade de mentes criativas muito bem pagas.

A esta altura devem todos estar pensando “esse cara não termina nunca!?”, bem, o fato é que o tema em questão poderia ser extendido por horas ainda, mas acho que já provei meu ponto, em se tratando de trilha sonora, seja para desenhos, filmes ou para a sua vida, não adianta, você só tem duas opções: você inventa algo novo e põe toda a sua alma naquela criação e reza pra dar certo como deu com John Willians, ou então atenha-se ao que você sabe que já funciona. Não adianta inventar muita moda porque quanto mais mexe, mais fede. É o que eu sempre digo STICK TO THE BASIC!





A VIDA É UMA ÓPERA!

26 12 2008

‘CAPÍTULO’ PRIMEIRO/DA APRESENTAÇÃO

 

Caros leitores… Caríssimos!!! Sei que deveria me apresentar, afinal começo hoje a colaborar com este blog … Mas deixarei as formalidades para o fim, para que não nos demoremos muito nessa parte e assim não percamos o foco e o encantamento do assunto.Vamos logo ao que interessa: A Música!

 

 

DO ASSUNTO

 

Escolhi meu primeiro assunto sem hesitar: Capitu! Sim, aquela que foi a melhor reprodução televisiva de uma obra literária que já pude acompanhar!

Beleza e encantamento!

Beleza e encantamento!

Que figurinos! Que cenários! Que atores e atrizes! QUE TRILHA SONORA!!! Tudo encaixado perfeitamente, como se atores, músicas, cenários, textos e figurinos tivessem sido feitos exclusivamente para estrelar a minissérie e nada mais! Como diria minha avó, foi um primor !!! Mas também, vocês terão que concordar comigo, com um livro como aquele não teria como ser diferente! Uma obra prima!

 

 

MÚSICA DO PRINCIPIO AO FIM

 

Exatamente isso, Uma OBRA PRIMA! E se repararem bem, verão que há música em toda ela! Desde a infância de Capitu e Bentinho, quando passava cantarolando o vendedor de cocadas até o capítulo VIII em que um personagem afirma, com toda segurança de quem diz a única verdade do mundo, que A VIDA É UMA ÓPERA!

“ A vida é uma ópera e uma grande ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos comprimirás, quando não são o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimirás. Há coros a numerosos, muitos bailados, e a orquestração é excelente…” , dizia o velho tenor italiano sem titubear.

Como podem ver, a obra É música! Música do princípio ao fim! Música para nossos apurados ouvidos!

 

 

A TRILHA SONORA

 

E nossos apurados ouvidos foram agraciados com uma trilha sonora que parece ter sido (se é que não foi) escolhida a dedo! Eis aqui algumas das músicas que compõem tal trilha:

 

  • Beirut – Elephant Gun
  • Cocorosie – Jesus Loves Me
  • Cocorosie – Brasilian Sun
  • Manacá – Lamento
  • Manacá – Diabo
  • Black Sabbath – Iron Man
  • Pink Floyd - Money
  • Janis Joplin – Mercedez Benz

 

 

GRANDE FOI A SENSAÇÃO DE CONTEMPLAR A CENA

 

A sensação é tão intensa que não me contive em apenas escrever, então selecionei uma cena que, além de ser linda, é de arrepiar! Assistam e comprovem, caso duvidem de minha palavra… E se ainda não for o suficiente, se não se arrepiaram o bastante, desconfiados leitores, leiam o livro! Não há melhor cena nem mais emocionante! Porém, confesso que no livro o efeito será diferente, pois o neo-folk do Beirut com a música “Elephant Gun” e a beleza de Capitu embalam as cenas românticas e assim enchem-nas de um fantástico encantamento e… Não!Não tentarei descrever o que foi a cena e o que fez comigo… Assistam!!! Assistam e se tiverem tanta sorte quanto eu tive sentirão o que senti ao contempla-la!

 

 

 

 

 

UM PASSATEMPO AGRADABILÍSSIMO

 

Eis os olhos de ressaca!

Eis os olhos de ressaca!

Acredito que a cena que acabaram de ver tenha despertado uma vontade incontrolável de acompanhar a série toda, pois, como os olhos de Capitu, ela traz não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrasta para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca”!Portanto, se não tiveram a oportunidade de acompanhá-la não deixem de faze-lo! Como diria José Dias, um dos personagens da história, garanto que será um passatempo agradabilíssimo!!! E Divino! Diviníssimo!!!

 

 

E BEM, E O RESTO?

A alma é mesmo cheia de mistérios… Confesso, leitores, que tive medo de não conseguir transmitir a vocês toda emoção que senti ao acompanhar essa minissérie… Temi que todos os adjetivos, superlativos e pontos de exclamação não fossem suficientes. Queria que minhas palavras fossem dignas de obter a aprovação de Machado de Assis… Bem… Se elas o são ou não jamais saberemos, mas que fique aqui registrado parte do encantamento presente neste trabalho realizado pela Rede Globo de Televisão! Mas não é este propriamente o resto do post. O resto é dizer que é magnífico poder contribuir com esse blog pois ele retrata um tema que É minha vida, a música, afinal,como já diria aquele velho tenor italiano,personagem do livro:

“Tudo é música meu amigo.No princípio era o dó,e do dó fez-se o ré,etc.Este cálix(e enchia-o novamente),este cálix é um breve estribilho.Não se ouve?Também não se ouve o pau nem a pedra,mas tudo cabe na mesma ópera…”!

 

E agora termino com algo que está faltando desde o principio, atando o início ao fim: Muito prazer leitores, sou Natássia! E vamos ao próximo post!





Nerds

20 12 2008

Imagem: Enciclopédia Barsa

Sempre achei que ser tachado de nerd era algo pejorativo, mas como já me disseram  por aí “tudo na vida tem um lado bom, exceto disco da Simone” e ser (tachado) de nerd também se encaixa nesse contexto. E isso tudo passou a fazer mais sentido quando eu estava em um bar aqui em Barão Geraldo e conheci uma mulher que afirmou – com todas as letras – que ela gostava de nerds.

Bom, como nesse meio de comunicação temos o intuito de tratar de música, pretendo fazer um apanhado geral sobre os nerds na música. Sim, eles existem e – provavelmente – você gosta deles.

Essa idéia me apareceu há algumas semanas, quando o meu amigo de quarto me mostrou uma banda muito conhecida até,  chamada Weezer. Pra ser mais específico o chamado Green Album. Realmente algo interessante. Segundo o pandora

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Como o uísque: tem Green e Red.

None of the members of Weezer, especially leader Rivers Cuomo, were conventional rockers — they were kids that holed up in their garage, playing along with their favorite records when they weren’t studying or watching TV. As a result, their music was infused with a quirky sense of humor and an endearing awkwardness that made songs like ‘Undone (The Sweater Song)’, ‘Buddy Holly,’ and ‘Say It Ain’t So’ into big modern rock hits during 1994 and 1995″.

Nenhum dos membros do Weezer, especialmente o líder Rivers Cuomo era roqueiros convencionais — eles eram garotos que se escondiam na garagem, tocando com suas músicas favoritas quando não estavam estudando ou assistindo TV. Como resultado, sua música foi fundida com um idiossincrático senso de humor infantil bisonho que colocaram músicas como ‘Undone (The Sweater Song)’, ‘Buddy Holly,’ e ‘Say It Ain’t So’ nas grandes listas de sucessos em 1994 e 1995.

Esse moletom do ATARI nunca me enganou!!

Temos também nosso querido The Offspring, que o vocalista Dexter Holland era desses cidadãos que sentam no fundo da sala, zoava o barraco na sala e tirava as maiores notas na hora das provas. Devido a isso ele se formou em biologia na Universidade da Califórnia, fez seu mestrado em Biologia molecular e só não é hoje um PhD pois optou pela música. Salvo pelo gongo!

Continuando um pouco nessa linha mais rocker, temo o grande Mick Jagger! Filho de professores, ganhou bolsa na London School of Economics. Prefiriu seguir com os Rolling Stones. Esperto demais pois agora ele é o dono da marca. Deve ser “triste” demais ser um ídolo do rock, inteligente ao ponto de ter bolsa na maior faculdade de economia do mundo e ainda “fazer o que um homem tem que fazer” com aquela apresentadora de TV. ô vidinha, hein!!

Talking Heads são outros. Eles eram estudantes da Rhode Island School of Design, e como esse pessoal do design tem o costume de fazer, resolveram lutar contra seu descontentamento com o panorama musical da época e montaram o Talking Heads. Suas composições são muito boas. Vale a pena conferir.

No Brasil, temos o Ultraje a Rigor, liderados por Roger Moreira, detentor de um QI muito, mas muito grande. Mesmo escrevendo Mim quer tocar, ele estudou inglês lá pras bandas do Tio Sam e já deu aulas. Só podia ser Tricolor mesmo!

roger





Violão

14 12 2008

Um clássico de todos os luaus e encontros de amigos com amigas, essa peça indispensável na vida de um aprendiz de Don Juan tem sempre sua imagem deturpada por jovens Homo sapiens sapiens em busca do sucesso reprodutivo.

Mas eu venho para salvar nosso amiguinho!!

É mais ou menos assim que funciona... ou que todo mundo acha que funciona...

É mais ou menos assim que funciona... ou que todo mundo acha que funciona...

Bom, se a idéia dos violeiros de plantão é seguir a filosofia do nosso amiguinho aí em cima, toca a boa e velha (mais velha que boa, mesmo sendo muito boa) More Than Words, do Extreme. É um som bonitinho, conforme muitas mulheres diriam. Na minha mera opinião um tanto quanto padrão. Nada além do esperado. Coisa assim.

Mas mulheres gostam de coisas assim, e isso é um fato! Olhe para o seu passado e conte quantas mulheres que você já teve algum contato antigamente não adoravam a música Fácil, do Jota Quest. É algo absurdo, abominável,  TRISTE!! Mas todo infeliz portador de violão num churrasco era obrigado a tocar essa música por pressão social. O que não deveria ser ruim, afinal ele seria o centro das atenções, e os Homo sapiens sapiens adoram massagens no ego. Acredito que nesse perfil ainda se encaixe Ana Júlia, que dizem ser do Los Hermanos, mas eu acredito que foi escrita pelo Cérebro, em uma de suas tentativas de dominar o mundo, afinal não há outra explicação mais plausível que essa para algo daquele naipe fazer aquele sucesso.

Mas essas músicas são para os que querem é cair na muguegada. Se você é daqueles que gostam de tocar pelo style do negócio, acho que nada mais justo que mandar um João Gilberto. Afinal, voz ele não tinha. Ele tinha composições (convenhamos, boas demais até), um violão e o ingrediente X: style. Afinal, é preciso ser muito style pra subir num palco com uma voz tensa daquela, um violão e um banquinho. Só isso. Nem um negão bombadinho fazindo coreografias esdrúxulas atrás para desviar a atenção.

Agora, se você é style ao ponto de ir comprar pão com um panmá branco da fita preta, então você já chegou ao ponto de ser virtuoso. Aí podemos começar citando Yamandu Costa.
Nada nesse mundo explica como os dedo de salsicha em conserva daquele gordinho faz tanto estrago num violão de 7 cordas. Ver ele tocando uma versão própria de Sampa foi algo que me deixou com muito medo daquela figura. Enão podemos citar um violção de sete cordas sem falarmos de Raphael Rabello. esse sim era um rapaz tenso. Tocava as coisas mais complexas do mundo com aquela cara de “é tão difícil quanto tomar um copo d’água”. Chegava a me dar raiva! Mas o que mais está marcado na minha memória foi no meu primeiro contato com Raphael Rabello no youtube. Comecei vendo o vídeo e depois fui ler os comentários e um me chamou de mais a atenção. Dizia algo como:

Impressionante é como um rapaz desse morre cedo e o Cumpade Washington tá vivo até hoje!

É realmente algo para se pensar.

Bom, para concluir pois o sono está me derrubando, se você já tem estilo e é virtuoso e também já ganhou do Steve Vai na encruzilhada e do Goro numa competição valendo uma caixa de Bohemia, então você você chegar ao nível extra-fucking-large-George Foreman’s-over-big Andy McKee. Bom, acho que nem vou falar nada, vou deixar que vocês vejam com seu próprios olhos.

Depois dessa, num vô nem te falar mais nada pra você!!

Ou melhor, só digo uma coisa: pensem duas vezes antes de torturar seus amiguinhos com um violão e músicas “not so cool”, beleza na represa??

Abraço à todos!!





Por fofocas ou pipingüins…

5 12 2008

Eu fico com minha boa e velha música.

Bom, não necessariamente velha, mas boa!

Bom, não necessariamente boa, mas ao menos pra mim é boa!

Venho novamente à este meio de contato de massa para falar sobre mais músicas e promessas antigas.

Bom, não sei se vocês são bons de memória ou têm paciência para ler bastante, mas há alguns posts eu escrevi algo sobre um canto de ossanha eletrônico. Bom, o estou recortando neste exato momento e vou colocá-lo aqui. É só esperar.

Outra coisa que ficou para traz: alguém já viu o Seu Jorge: Live at Montreux?
Gostei muito do DVD, mas aquele baixista me deixou com medo. Não sei ao certo se é correto chamá-lo de baixista, porque o rapaz é um monstro! Já fazia um bom tempo desde a última vez que algo me assombrou daquela forma. Acredito que a última foi com o guitarrista do Herbie Hancock no Telefônica Open-Jazz 2008. Mas estes eventos são os chamados pontos fora da reta, que devem ser descartados da amostra.

Isso sim é estilo

Esse cara deve ouvir muito Squirrel Nut Zippers!!

Segundo ponto: o antigo é bom pra cacete hein!! Há alguns dias, estive no habitat natural do Jaul e, conversando com um cidadão, fui apresentado a uma interessante banda: Squirrel Nut Zippers. Alguém já ouviu falar?

Ela relembra as boas big bands que quando ouvimos suas músicas temos vontade de voltar à década de 20, vestirmos um terno de risca, pegarmos uma Thompsom e sairmos para os Plaza da vida.

Mas a banda não ataca apenas nesta vertente. Existem outros tipos, mas todas da mesma década. A faixa 2 do álbum Perennial Favorites chamada Low Down Man tem todo aquele ar de romancismo que os filmes em preto-e-branco conseguem nos passar. Ao ouvi-lá pela primeira vez, perguntei ao meu grande co-morador Rato onde ele gostaria de ouvir essa música. A resposta foi bem interessante.

Por quê eu sou pobre??

Esses estavam ouvindo Low Down Man...

Bom, interessado no estilo da banda, fui procurar por coisas parecidas. Eis que encontro Big Bad Voodoo Daddy. Rapaz, só som estilo! Um dia eu terei minha Thompson. E o mundo nunca mais será o mesmo.

Bom, sobre metas para o futuro estou desesperado atrás de alguma coisa (se é que cê me entende?) do Tosca Tango, mais específicamente o Amado. Neste álbum temos todas as Ballade juntas. Deve ser, no mínimo, muito bom!

Bom, vou parar por aqui, mas na esperança que mafiosos fumando charutos, adoradores de música com vontade de sair mundo afora com uma Thompson na mão mostrando a tudo e a todos com quantas balas na cara se canta “minha égüinha pocotó” ou com quantas rajadas se deixa cada um no seu quadrado, ou casais dançando à beira do Rio Sena seja foco das fofoqueiras de plantão desse país, tais como o nosso “grande” amigo Clodovil, né Clô! É tão respeitável que é político! Assim ele tem acesso aos babados do planalto!!

E para aproveitar esse monte de imagens deste post e a sempre presente probabilidade de um boom de fofocas, já deixo algo que não poderia faltar…

É nóis!!

É nóis!!








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